Noites Finais
Durante décadas, a ilha de San Andreas foi considerada pela Camarilla como território perdido. A região era extensa e ocupada por várias matilhas do Sabbat. O custo de uma retomada era alto demais para justificar uma investida, principalmente enquanto o domínio do Sabbat permanecesse organizado.
Com o avanço das Noites Finais, esse equilíbrio se rompeu. O Chamado começou a atingir vampiros antigos e poderosos. Alguns deles desapareceram de uma noite para outra. E os outros passaram a relatar sonhos proféticos, vozes distantes, mensagens escritas em sangue que sumiam antes do amanhecer, grãos formando padrões estranhos e melodias. Entre os não-vivos mais religiosos, esses sinais foram tratados como confirmação da Gehenna: o fim dos tempos, o apocalipse dos vampiros.
O efeito foi direto sobre o Sabbat de San Andreas. A ilha era vista por muitos como um dos grandes focos de horror da América do Norte, um território onde matilhas se reuniam, se escondiam e mantinham influência longe da Camarilla. Quando o Chamado se intensificou, os membros mais antigos e influentes do Sabbat começaram a desaparecer. Muitos partiram para conflitos fora da Costa Oeste.
A perda dessas figuras criou um vácuo. Matilhas mais jovens ficaram sem orientação, sem comando e sem a capacidade de manter a mesma pressão sobre o território. Parte delas abandonou San Andreas. Mas muitas permaneceram e passaram a agir de forma fragmentada.
A Camarilla de San Diego acompanhava a ilha à distância havia anos. Quando percebeu que o Sabbat já não possuía a mesma força, a possibilidade de ocupação deixou de ser apenas uma hipótese. San Andreas ainda era perigosa, mas pela primeira vez em décadas havia uma abertura real para entrar em Los Santos e tentar fundar um novo domínio.
Atualizada em 10/10/2026 · ver histórico